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Um poema chamado Poema

Pus-me a escrever um poema
minto, de poema nada teve.
Estive à procura da resposta certa
mas antes tinha de achar a pergunta.
Quero dizer-lhes que tenho um lema:
Não abandonar quem um dia me cativou
à espera de outro alguém
que ninguém será como quem.

Não quero rimas feitas
não quero seguir regras
quero a liberdade para meus dedos
e escrever, assim, sem apego.

Diga-me qual é a pergunta
e vejo se te respondo
a vida não é um conto
é um jogo de emoções, desejos e sonhos.

Procuro a palavra palavra
do poema de alguém outrora
sei que devia marcá-la
para não dizer que roubara

Mas assim, digo, não é meu
tampouco a pergunta encontrei
sem ela então sem resposta
e a vida continua uma bosta

hahahahaha não pude aguentar
essa rima foi ridícula!
Mas já que aqui chegamos
Aproveite e nos beijamos

Hoje é o dia do beijo,
ontem foi o dia dos niños
protestos contra aborto na rua
ficamos à mercê da paciência
tomando chimarrão pelos quartos
enquanto à vida volta a decência.

Não quero terminar este poema
mas já está ficando muito longo
os leitores são (as vezes) preguiçosos
os quero sempre de pronto
e as rimas estão acabando.

Comentários

Índia disse…
Lindo, lindo, Gabi! Estou impressionada. De verdade! Mesmo!

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