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Ah, sei lá, gostei.

Mulher, flor.

O que pensar de uma flor? Ela estava sempre ali à minha espera, conhecia meus horários e minha rotina - quase sabia mais de mim que eu mesmo, por ser expectador e não o protagonista. Ficava sempre à mesma maneira: parada, observando; havia poucos movimentos deliberados pelo vento e pela chuva. O que pensar de uma flor? Dizia ela coisas estranhas e até certo ponto inacessíveis, como intendê-la?, parecia uma pequena princesa teimando falar-me o que não podia ouvir. Nasceu de forma devagar, abrindo caminho ante à terra ocupando seu espaço no universo, brotou calmamente em diferentes tons de verde - como numa palheta de cores e tamanhos e cheiros - até que fortunadamente teve seu primeiro botão; eu que já perdera tantos de minhas camisetas não me importei ao momento singelo sua aparição. O que pensar de uma flor? Ela tinha sempre o mesmo perfume: de flor e nada mais. Era só isso, flor. Era delicada, flor. Tinha seu suingue estático, como flor. Suas curvas e belezas naturais inal...

Me

Vim aqui postar esta foto minha só porque não tenho nada mesmo pra fazer e percebi que ao entrar no Meenvolva um desconhecido não saberia quem sou. Esta sou eu, porém sem óculos. Adeus.

O lugar onde eu vivo

Cidade da Amazônia Na planície a ventar Surgiu tão humilde Para o povo abrigar Embalando muitos sonhos, Se abrindo ao abrigar Acolheu as esperanças Atraídas para cá Confortou, serviu de pouso A todos de qualquer lugar Com água na nascente E o chão pra se instalar O seu grande coração de mãe Discou da natureza retirar O necessário e muito mais Até pra gente enricar Na época era possível Hoje é proibido desmatar Pra recuperar o que não cuidaram Precisamos replantar E Vilhena vai crescendo Cada dia um ano inteiro Tentando se entender Com a flora, a fauna E o progresso brasileiro. Eduardo Camargo de Moura, aluno de mamãe, e ganhador até então da fase municipal e regional da Olimpíada de Língua Portuguesa.

Amadora

Oficinas Jornalismo no Ceeja-Vilhena.

Seríamos julgados feito pedaços de bolachas esquecidos sob a mesa?

Um dia desses à hora do café deparo-me com isso: um pedaço de bolacha esquecido ou não querido por alguém, bem ali sobre meu nariz. E se fossemos comparados a um pacote inteiro de bolachas? Onde as melhores ( mas não tão melhores assim ) estão por cima e as castas ou camadas da sociedade vêm logo abaixo até chegar aos dalits . Sinto que Aldous Huxley e George Orwell criaram duas versões de mundo que hoje, se analisarmos bem, são uma só. Estamos o tempo todo vigiados por câmeras de segurança, como forma de precaução em casos de assalto ou perigo alheio em geral, e somos julgados constantemente por gente que nem ao menos nos conhece e que ao que parece, querem colocar cada um em seu devido lugar, como no pacote de bolachas. Não é preciso muito, pense apenas alguns instantes em como é formada a pseudo-sociedade em que vive. Gente passando por cima de gente e querendo lhes ensinar como viver, ditar regras, conceitos, morais e etc. Nem a religião atualmente está livre disso. O que ante...

Um leve esboço sobre "boniteza".

Engraçado como gostos são distintos e alienáveis. Há uns dias estava conversando sobre o que é afinal a beleza e um rapazinho me disse: - Eu acho a Marilyn feia, prefiro a Katy Perry e a Megan Fox mais bonitas. Comecei refletir sobre. Se for apenas fazer uma leve comparação, a meu ver, Marilyn ganha, porque naquela época não havia silicone e toda a tecnologia que tem hoje para transformar as mulheres feias em "bonitas". A beleza hoje é extremamente relativa, não passa de um estereótipo baseado no poder aquisitivo. Mulheres sem prótese são colocadas de lado quando  se tem em comparação mulheres com cirurgia plástica. Imagine a que ponto chegamos: A BELEZA É ARTIFICIAL. E além disso, há também o modo de ser, que não passa também de fingimento - um exemplo fácil é Paris Hilton, com seu modo de falar, agir e sorrir totalmente genéricos - para atração das câmeras.