Pular para o conteúdo principal

Seríamos julgados feito pedaços de bolachas esquecidos sob a mesa?

Um dia desses à hora do café deparo-me com isso: um pedaço de bolacha esquecido ou não querido por alguém, bem ali sobre meu nariz. E se fossemos comparados a um pacote inteiro de bolachas? Onde as melhores (mas não tão melhores assim) estão por cima e as castas ou camadas da sociedade vêm logo abaixo até chegar aos dalits.
Sinto que Aldous Huxley e George Orwell criaram duas versões de mundo que hoje, se analisarmos bem, são uma só. Estamos o tempo todo vigiados por câmeras de segurança, como forma de precaução em casos de assalto ou perigo alheio em geral, e somos julgados constantemente por gente que nem ao menos nos conhece e que ao que parece, querem colocar cada um em seu devido lugar, como no pacote de bolachas.
Não é preciso muito, pense apenas alguns instantes em como é formada a pseudo-sociedade em que vive. Gente passando por cima de gente e querendo lhes ensinar como viver, ditar regras, conceitos, morais e etc. Nem a religião atualmente está livre disso. O que antes era passado de pai para filho, hoje é quase que apenas como a jogada Húngara por trás das ONGs - forma de ganhar dinheiro abusando da fé alheia.
MUNDO MARAVILHOSO, ESTE NOSSO! Deliciosas bolachas, como mostra na imagem meramente ilustrativa não passam de farelos.

Comentários

Índia disse…
Excelente texto, só um detalhe: a religião na verdade sempre foi uma instituição que julgou impiedosamente tudo e todos que manifestassem alheios ou contra seus preceitos inúteis e preconceituosos.

:)
Renan Donatti disse…
É.. Hoje em dia vivemos em um mundo em que somos constantemente julgados e em que sempre estamos errados.. ou seja.. se vivermos como a sociedade quer nao viveremos, e de que adianta viver como a sociedade quer, se sempre (ou na maioria das vezes) estaremos errados ou tera alguem nos julgando?

Postagens mais visitadas deste blog

O vento corre solitário lá fora

Vestígios de uma vida lá fora que pode ou não ter sentido enquanto os outros dormem. E foi neste estado de alegria súbita e inédita de uma outrora já (des)conhecida vi uma estrela cadente. Em minha mais pura surpresa, pensei nas superstições que nos moviam enquanto éramos crianças, que coloquei minhas mãos nos bolsos e fiz meu pedido. Por opção, quisera eu ter terminado de fazê-lo. Enquanto pensava "tenho que fazer um pedido antes que ela apague", apagou-se, tornou-se céu, poeira. Meu pedido ficou mesmo nos bolsos e no coração, onde esperava eu que alguém superior ao momento ouvisse. Devera devia ter feito logo o que viesse à cabeça. Mas pergunto-lhe: O que realmente é digno de ser pedido? Digo que não sei. São tantas coisas a pedir, a ganhar que perco-me na escolha. O fato é: não pense, fale. Fale à toa, deixe chegar à tona o que seu interior quer expor. O mundo em sua plenitude finita não teve escolha senão abrigar-nos para que pudéssemos, aos poucos, destruí...

Somos quem podemos ser

O tempo voa e não percebe, acho que não sabe que está fazendo as coisas erradas. Perde tempo olhando para o vago em frente à teve, deixa a água do balde transbordar enquanto pensa em inúmeras coisas que poderiam ser pensadas após desligar a torneira. Vai ao quarto atrás de alguma coisa mas quando chega lá esquece do que era... Ela vivia no mundo da lua, e enquanto sua cabeça viajava pelo espaço sabia que tinha alguém por ela, e que nela pensava alguém. Via horas iguais e queria aquele alguém que mais por ela era que si mesma, estava cansada da solidão de ser só um. Como será viver num mundo onde as pessoas agem com o coração e pensam com o cérebro, não impulsionadas pelo que a sociedade louca nos ensina, de fato? "Sabe, isso cansa, fingir que tudo está bem, que tudo é normal e que todos somos iguais. Dizem isso só de fachada, porque não olham nem no bolso nem na felicidade alheia." Cansava-se muito reclamando de coisas como essa e sabia que era errado e que devia parar. Rec...

Ausência

Caros leitores, venho notificar-vos que me ausentarei no período deste final de semana prolongado, por motivos maiores que eu. Sei que sentirão saudade de minhas mensagens loucas e profundas (risos), e também sinto muito por isso. Aqui vai meu até mais-ver, de sua escritora favorita. Gabriela Bernardi