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Nadei e morri na praia.

Vinha cá pensando com meus botões: mamãe adoça tanto a vida que até amarga. Ela tem a infeliz mania de gostar de fofoca, mesmo aquela mais sutil, e de colocar em excesso óleo e açúcar na comida que prepara. Além da necessidade constante de querer elogios.
Pareço-me demais com ela e isso me torra a paciência! Eu, que me achava a ovelha negra, a rebelde, a bocuda, sou ela purinha, às vezes até obsoleta. Da mania por limpeza ao gosto por doces, sou minha própria mãe. 

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 “Acreditando apaixonadamente em algo que ainda não existe, nós o criamos, O inexistente é tudo o que não desejamos suficientemente.” Nikos Kazantzákis, escritor  O luto pela idealização dói mais que pelo que realmente aconteceu. Marilia cantou “me apaixonei pelo que eu inventei de você”. A realidade é, sempre, mais fácil de lidar do que se comparada à idealização.