Pular para o conteúdo principal

Postagens

Breve resumo sobre tudo e nada.

Renascer. Essa é uma palavra que resume 2014 para mim. Feito uma fênix eu morri e renasci das cinzas, pouco a pouco ganhando brilho no fogo fátuo como o da História Sem Fim. Incrível é ver isso através do tempo nublado da cidade que nos transforma em sapos à espera do beijo pra quebrar o encanto da pele enrugada devido à umidade excessiva. Eu cresci e a responsabilidade vem me pesando aos ombros à medida de minhas conquistas, não sou boa com isso. Lido da mesma forma que lido com meu equilíbrio e senso de espaço: uma quina de mesa para meu quadril e dedo mindinho do pé por vez.

"Vejo a minha história com a sua comungar." (O Rappa)

Parece-me que às vezes a vida encaixa. O destino, se é que posso dizer ser real(?), prega peças e nos dá de quando em vez oportunidades. E eis que então surgem histórias para contar, gente a conhecer e um mundo inteiro e infinito de possibilidades. Estou nova para dizê-lo, mas minha vida com a história de alguém comungou.

Olá passado

Corroo-me por dentro a cada vez que perco uma grande ideia, aquela que daria uma bela história, sempre antes de dormir. Eu, robô, esqueço-me de muitas tantas coisas que às vezes acabo esquecendo de mim mesma. Sou feito um droide quebrado que a cada pani deterioro-me um pouco mais. Estou enferrujando! Talvez não seja esta uma de minhas mais belas cartas de saudação, no entanto "eu desejo, eu desejo, de todo o meu coração (voar para longe, para a Terra dos Dragões!) " programar minha memória para que eu seja fiel ao meu antigo dom (se é que posso chamar assim), e recuperar o tempo perdido.

Hasta luego.

Estou cá eu na cozinha, estudando sociologia como se estivesse já em um outro mundo no século XIX, procurando fontes e saberes que se possam chamar confiáveis para construção de meu intelecto e quando, de repente, olho à janela e lá longe, por cima das roupas lavadas e estendidas no varal avisto algo: Um arco-íris. Sei que não é grande coisa ver coisa dessas, mas ocorre que no presente momento encontro-me num dia caloroso e ensolarado de inverno brasileiro. Não é comum ver coisa como tal antes da chuva, quase contra a lógica. Embora nos bairros próximos possa estar chovendo, o fato é que na minha casa não está, portanto não deveria eu estar vendo o que vi. Imagine a cena: um sol que parece estar mais próximo da terra, principalmente da minha casa, porque o calor é grande; uma casa qual cá encontro-me com uma edícula ao fundo, que faz contraste com o céu; este céu, o mesmo que abriga o sol, as nuvens, a vida, o universo e tudo o mais , em tons de cinza ha alguns quilômetros daqui...

Um copo meio cheio e meio vazio.

Encontrava-me nua em relação ao sentimento vivamente exposto. Sentia aquilo como fogo ardente consumindo cada célula a partir do toque das mãos, numa incessante euforia qual vontade tinha nunca mais parar. Narro o passado episódio para posteridade. Lembro-me muito bem de estar acompanhada e de estar feliz. Havia uma conexão, química ou qualquer nome que seja dado, porém isto havia entre nós, intangível e quase palpável. Passando breves momentos conversando com palavras meio vagas, meio ocupadas aquilo que se encontrava na mente, um ópio de pensamentos inumerosos e de inquietude ao fim da tarde. Longe um do outro, mas não tanto assim. Afastados mas querendo eliminar o vento e os objetos que os limitavam. Infantis. Não como metade de uma laranja, porque laranjas não são tão gostosas assim, mas como uma manga que apesar de poder se partir, há a semente no meio, que não floresce senão inteira.  Então no momento em que nos aproximamos pude sentir instantaneamente a do...

Amo-te por todas as razões e mais uma.

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu. Joaquim Pessoa em  Ano Comum * via Obvious.