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Acho que estou crescendo, sabe?

"Na falta do que fazer fui procurar minha opinião própria. É, deixe-me te explicar: ouvia tanto umas pessoas falando de outras, disto e daquilo que não tinha certeza se era fato ou boato. Na realidade, eu queria me sobressair, sim, daquelas meninas fúteis e descoladas que tanto via na rua. Eu não podia ser igual a elas. Queria ser o que os meninos gostam de verdade e queria ser para mim. Foi interessante, mas ainda não descobri quem sou. Falta-me dinheiro. Claro que sim! Não tem como definir personalidade com as roupas que tua mãe compra pra ti. Aos poucos fui me moldando, aprendendo umas coisas aqui, algumas ali, me adaptando a uma nova forma de olhar e compreender e até mesmo entender as coisas. Passei a estudar mais, organizar meu tempo, ouvir músicas diferentes até perder meu mp3, filmes mais inteligentes, livros, tentar me socializar com amigos 'novos'. Foi difícil, ainda é. Não cheguei ao resultado e não sei se chegarei a tempo ou se é lá que há tempo pra isso. Ag...

Breve episódio.

Pernas, roupa, tênis, rua, caminho, pessoas, árvores, pássaros, nuvens, sóis, ops, sol, água, gotas, chuva. Chuva? Corrida, esconderijo, abrigo, árvore novamente, música, sono, volta, tropeços, barro, asfalto quente, fome, calor, frio, ansiedade, corrida, esquina, carros, moto, bicicleta, bêbados, andarilhos, desconfiança, olho, quadra, rua, portão, casa, calçada, abrigo. Ah!

Expectativas, expectativas, expectativas.

E agora? O que fazer se tiver fim? Recomeçar é uma boa escolha. Mas e se não der? Se não puder? São muitas perguntas. Viver não é em si uma tarefa fácil, a gente tenta bastante. Vive-se e só. O chato é descobrir que é de forma "errada". Certo e errado, ah, grande besteira! Fomos nós quem criamos as boas e más escolhas, para começo de conversa. É exatamente isso: tiramos um dia de folga só pra encher o saco e distinguir coisas certas e coisas erradas. "Eu gosto de sentar-me debaixo de árvore= proibido derrubar. Não gosto de andarilhos= sumam, sumam, seus vermes!" E aí galera, onde é que vai parar?

Saudações!

WOW! Sinto-me quase uma estranha vindo aqui escrever-lhes. É fato que passei sim algum certo e grande tempo sem isto fazer, não sei o que me ocorreu. Andei ocupada, muito, (cof cof!). Por conta disto também, há alguns dias venho tendo pequenos  flashes  de inspiração. No entanto não tenho nenhum computador, bloco de notas ou celular para salvar rascunho e redigi-lo mais tarde. No mais, vim aqui dizer-lhes que prometo  voltar com minhas visitas literárias frequentemente. Aloha!

Ah, sei lá, gostei.

Mulher, flor.

O que pensar de uma flor? Ela estava sempre ali à minha espera, conhecia meus horários e minha rotina - quase sabia mais de mim que eu mesmo, por ser expectador e não o protagonista. Ficava sempre à mesma maneira: parada, observando; havia poucos movimentos deliberados pelo vento e pela chuva. O que pensar de uma flor? Dizia ela coisas estranhas e até certo ponto inacessíveis, como intendê-la?, parecia uma pequena princesa teimando falar-me o que não podia ouvir. Nasceu de forma devagar, abrindo caminho ante à terra ocupando seu espaço no universo, brotou calmamente em diferentes tons de verde - como numa palheta de cores e tamanhos e cheiros - até que fortunadamente teve seu primeiro botão; eu que já perdera tantos de minhas camisetas não me importei ao momento singelo sua aparição. O que pensar de uma flor? Ela tinha sempre o mesmo perfume: de flor e nada mais. Era só isso, flor. Era delicada, flor. Tinha seu suingue estático, como flor. Suas curvas e belezas naturais inal...